PUGLIA (Apuglia)
Puglia não é apenas ‘sol e mar’. É também uma região completa de cultura, gastronomia e experiências enológicas. É muito mais charmosa que o lado do Tirreno. A partir de Bari, a capital, visitam-se Polignano A Mare, Gallipoli e Alberobello. O antigo centro da capital ficou decadente, até que nos anos 2000 que a revitalização ajudou como parada de cruzeiros marítimos. A cidade mais famosa é Lecce. No entanto, vale uma passada em Fasano, Otranto ... O porto de Brindisi é chamado de “A Porta do Oriente”, tendo servido e ainda serve de base militar, e de ajuda humanitária (embarcações de refugiados).
BARI

Antigo cruzamento do Mediterrâneo, Bari recebeu várias influências de outras civilizações através dos séculos, que dominaram seu território, como se vê ao caminhar por suas ruas. A capital da Puglia tem duas partes distintas: Bari Nuova e Bari Vecchia, demarcadas pela rua principal. Naturalmente, a parte antiga é aquela que oferece ao turista um verdadeiro mergulho ao passado, com suas ruazinhas ‘enroladas’, que lembram um labirinto, com sons e cores que fazem essa parte da cidade muito atraente. Ali, no centro histórico, estão as mais belas pérolas da arquitetura, como antigas igrejas, palácios e templos, onde mergulha-se na história e identidade da cidade, como na Basílica São Nicolau, e apreciar uma focaccia num pequeno comércio sob o Castelo.
Bari Vecchia tem uma intensa vida noturna, com muitos espetáculos ao ar livre, como nas praças Mercantile e Ferrarese. Estes são lugares muito frequentados pelos moradores e imperdível para turistas. Muratiano é o lugar mais vibrante e movimentado de Bari, com elegantes prédios e requintados cafés. O Corso Vittorio Emanuele é a principal avenida da parte nova da cidade, sendo o lugar preferido para passeios nas noites quentes de verão. Esse é um interessante ponto de comércio e nas ruas próximas, como Corso Cavour, Via Sparano e Via Argiro, há luxuosas lojas de grifes famosas. A 75 km estão as Grutas de Castellana.
FASANO

Localizada a poucos quilômetros do Mar Adriático, Fasano teve origem em 1088, quando a população da antiga cidade de Egnatia começou a emigrar para as colinas. Dessa antiga cidade restam vestígios que formam o Parco Archeologico de Egnatia, onde está um museu contendo algumas peças e as ruínas das antigas construções. A Piazza Ciaia é a principal da cidade, onde são realizados shows e outros eventos. Esse é o ponto de partida para percorrer o centro histórico e admirar as principais ruas revestidas de pedra, o relógio e os suntuosos palácios que são verdadeiros tesouros arquitetônicos.
Há outros monumentos antigos, como o Torrione delle Fogge, a última torre remanescente das onze torres originais, que protegiam o centro histórico. Na cidade existem várias igrejas, sendo a Igreja Matriz dedicada a São João Batista.
Seguindo 46 km pela região dos Trulli – fazendas e vinhedos produtores de vinho branco, está MONOPOLI, onde se veem os conjuntos habitacionais típicos caiados, com telhados de pedras sobrepostas e piso de pedras restauradas.
ALBEROBELLO

No coração do Valle d’Itria, entre amendoeiras e oliveiras, é uma etapa obrigatória. O pôr-do-sol no mirante Aia Piccola é inesquecível, sobre as colinas de Monti; Caa Pezzolla (Museu do Território) e Museo dell´Ollio. A pequena cidade de Alberobello deve sua fama às construções especiais e únicas no mundo: os "trullos puglieses", que foram reconhecidos como patrimônio histórico da UNESCO. Algumas construções, surpreendentemente, lembram a antiga Caran na Turquia, que hoje é conhecida como Harran, pelo teto cônico de pedra.
LOCOROTONDO

A 9 km de Alberobello, com 13 mil habitantes, o centro histórico de Loco (lugar) + rotondo (redondo), no topo da colina com bela vista do vale, é muralhado, com ruazinhas de pedras (apenas para pedestres), com indícios de formação desde 1086. Há duas entradas: Porta Nova e Porta Napoli. Na Piazza Rodio estão a Igreja Madre e a Anunciação, San Nicola, a Dell"Addolorata, a Madonna del Socccorso, além da Torre do Relógio e do Palácio Morelli (estilo barroca). Os 140 distritos produzem bom vinho branco.
VALLE D´ITRIA

É um vale rico de cidadezinhas, aldeias medievais e história. No Valle d’Itria estão os “trullo”, construções típicas caracterizadas pelo teto cônico de pedra seca, marcando a arquitetura do vale. Coberta por luxuriante vegetação é dominada pelas oliveiras cultivadas nas fazendas, com pequenas fortalezas de pedra dessa região. O litoral é contrastante com longos trechos arenosos, dunas e reservas naturais protegidas. Há muitas evidências da antiga civilização "massapiche", encontradas nas maravilhosas vilas rupestres, nos castelos e no imperdível efeito dos “trullos”.
CISTERNINO
Menor que a vizinha Locorotondo, com 12 mil habitantes, e a 18 km de Alberobello são os borgos medievais mais bonitos da Puglia. Em comum com a vizinha tem muralha, ruas estreitas, sobrados pintados de branco, muitas flores, bons vinhos, azeite, serenidade e influência grega. Ao entrar pela Porta Normanno Sveva (com 17 metros) vê-se a Torre Grande na Piazza Amanuele, Palácio do Governardor, Palácio do Bispo, Palácio Amati, Palácio Lagravinese e Torre Capece, além da igreja de S. Nicolau (construída para os monges) e daMadonna de Bernis (ambas fora do centro histórico).
É notável como esta pequena aldeia se compromete a favorecer a agricultura, recuperação e valorização do patrimônio rural. Província de Brindisi possui a ‘bandeira laranja de aldeia mais linda da Itália’ - ‘Città Slow’ e ‘cidade bandeira verde na agricultura’. Esta comunidade é portadora de belas medalhas, que premiam a qualidade turística ambiental, a autenticidade de seus locais, a genuinidade e variedade de seus produtos típicos e suas tradições gastronômicas. Por mais uns 25 km chegada à barroca Martina Franca, do séc. XVIII.
OSTUNI
Como não visitar a aldeia “cidade branca”, chamada de ‘A Capri do Sul’, numa comparação é corretíssima? A princípio tem-se a impressão de se estar na Grécia, mas ainda estamos em fronteiras italianas: entre a linda “Bianca Signora” (Senhora Branca, em tradução livre) e a aldeia de Ostuni, a 30 km de Brindisi. Essa cidade foi construída sobre três colinas, que dão o belíssimo efeito da luz do sol, ofuscante, refletindo-se nos muros do casario caiado. Antes de iniciar o percurso a pé no centro da cidade, é aconselhável fazer uma parada nos muros antigos para obter uma foto panorâmica. Passeando nas estritas ruas, pode-se visitar as inúmeras lojas que as rodeiam. Ao atravessar o centro histórico, admiram-se esplêndidos exemplos do estilo romântico pugliese, como a da Catedral.
BRINDISI
Chamada de "A Porta do Oriente", é o porto de saída para quem vai para a Grécia e outros países do Oriente Médio. As colunas romanas são o símbolo da cidade, e, apesar de serem conhecidas como o final da Via Appia, como no Castelo Svevo, na verdade elas eram um ponto de referência para os marinheiros da época. A Via Appia Nuova foi construída quase paralela à original, sendo que alguns pontos da antiga estrada ainda são usados. A história de Brindisi aparece em vários prédios, palácios, igrejas e monumentos que recontam um pouco do esplendor do seu passado, tais como o Palazzo Dionisi, o antigo Hotel Internacional, o prédio onde hoje funciona a Casa do Turista e o Palazzo Montenegro que é a atual residência do prefeito.
Na Praça Duomo está a Catedral de São João Batista construída entre 1089 - 1143 e o Seminário de Brindisi, que foi fundado em 1798, onde está uma biblioteca com mais de 100.000 livros, algumas obras raras e um extenso arquivo de manuscritos do século 16. Em outros pontos da cidade estão o Castelo Alfonsino, do século XIII, a Igreja Cristo dos Dominicanos, Igreja de San Benedetto, Igreja de San Giovanni al Sepolcro, Igreja de Santa Lucia, Igreja de Santa Maria degli Angeli, Igreja de São Miguel Arcanjo com sua torre de azulejos e outras igrejas menores, além do antiguíssimo templo de San Giovanni, com seu portal de mármore no Sepulcro.
SALENTO
É uma das áreas mais bonitas de Apuglia e da Itália, com uma vista maravilhosa, mar cristalino e hospitalidade, onde dois mares se juntam: o Jónico e o Mar Adriático. Ponto de encontro do Ocidente e Oriente, com a natureza intocada, marcada pelo azul do mar e o verde da vegetação. Os turistas têm testemunhado as riquezas arquitetônicas em monumentos e construções que contam a história de uma região. Praias, azeite, água, vinho e música são algumas das razões para se visitar Salento, que, na verdade, “fala” grego, com os traços de seu passado antigo, e reflete no tempo aquilo que a sua tão especial cidade barroca de Lecce tem de especial.
LECCE
Charmosa relíquia barroca da Península Salentina, é chamada de " A Florença do Sul" ou "Capital do Barroco" (ideal que seja colocada no fim de um circuito devido à sua singularidade). Seus monumentos que datam dos séculos XVII e XVIII. O centro histórico tem várias igrejas e praças como Sta Mª della Providenza, a Piazzetta dell ´Addolorata e a Basília di Sta Croce. A arquitetura é marcada pela pedra típica que colore uniformemente a parte antiga, usada há séculos. Lecce surpreende com o artesanato de papel marchê, sua culinária ou passear entre vielas antigas.
Atravessando a costa adriática por um longo penhasco, com panorama semelhante à Costa Amalfitana, para-se em SANTA MARIA DI LEUCA, santuário que recorda a passagem de São Pedro, quando votou da Galileia.
OTRANTO
Próximo de Lecce, às margens das águas cristalinas da costa adriática, tornou-se um centro turístico por jóias artísticas e arquitetônicas originais de diferentes períodos, num emaranhado de ruas estreitas, um labirinto de estradinhas apertadas, curvas bruscas e estradas cegas. A visita à cidade começa a partir da zona turística da orla da praia, de onde se tem acesso através de uma porta ao burgo antigo; assim, é possível almoçar gozando da vista panorâmica da baía.
Logo depois se chega à Catedral (1080- 1088), que conserva no seu interior um mosaico no pavimento (1163 - 1165) que figura a árvore da vida - obra do monge Pantaleone. Uma outra jóia de Otranto, no coração da vila, é a igreja bizantina de San Pietro, datada do séc. IX, que ainda conserva preciosos afrescos, além da Catedral e do Seminário. A ser visitada também, é a Capela do Espírito Santo ou da Madonna dell’ Altomare e o Santuário de S. Maria dei Martiri, construído onde 800 otrantenses foram decapitados pelos turcos em 1480.
GALLIPOLI
Nome imposto pelos helênicos, significa "cidade bela", por séculos foi a pérola do Jônico. A cidade barroca, de 21 mil habitantes, divide-se em "burgo" (cidade nova) e o centro histórico. O castelo-fortaleza foi construído por bizantinos em séc. XIII e ampliado, posteriormente, por aragoneses. A Catedral Sta Ágata, construída entre 1629 e 1696, tem fachada de carparo (pedra calcária local), é a padroeira de Gallipoli.
Ao lado está o Palácio Balsamo, onde está o Teatro Garibaldi. Por tortuosas vias e labirintos ouvem-se as vozes do cotidiano e numa porta escondida pode-se encontrar uma igrejinha, pois no interior das igrejas que se veem os melhores exemplos artísticos, como na igreja Sta Mª dela Puritá (séc. XVII), Sta Teresa (séc. XVII), santuário Canneto e a igreja S. Francisco de Assis (na Riviera N. Sauro). O chafariz grego (séc XVI) é uma escultura com figuras mitológicas. Palácio Pirelli (séc. XVII) também tem temas mitológicos. A pequena ilha Santo André é um parque regional desde 2006. A praia mais frequentada por residentes é La Purita, e a 8 km ao norte está o Lido delle Conchiglie, e 5 km ao sul está Rivabella. Saborear peixes frescos é a segunda principal atração.
TARANTO
Acomodada no golfo de mesmo nome, também é conhecida como “cidade de dois mares”. Foi fundada por colonos espartanos em 706 a.C., por sua invejada localização, tendo sido umas das mais importantes cidades da Magna Grécia. A cidade helenística plantou vestígios e traços mantidos nas civilizações que vieram depois, conservando os sinais evidentes desse glorioso passado. Nos últimos anos, Taranto é sede de um grande porto industrial e comercial, e o maior centro siderúrgico da Europa.
No Museu Arqueológico de Taranto o foco é a ala da joalheria grega, assim como caminhar entre a Via Cariati (mercado de crustáceos) até a Catedral. O Castelo Aragonês fica em posição estratégica na entrada da cidade. Aos mais ousados dá para fazer um passeio de barco no final da tarde pelo Mar Piccolo até as ilhas Cheradi. Pare em Gioia del Colle para ver o castelo medieval construído pelo imperador Frederico II. Outra sugestão nos arredores é uma parada em Nardò e Manduria.
BASILICATA
MATERA
Também listada pela Unesco – está pendurada num desfiladeiro repleto de grutas esculpidas entre as pedras, cavernas estas que já foram habitadas (há um hotel que revitalizou uma delas e oferece acomodações numa experiência única).
POTENZA
Tendo-se tempo no trajeto, vê-se o Monte Vulture, e caminhando no centro histórico visita-se o Museu Arqueológico Nacional, a Catedral San Gerardo, Igreja San Michele Arcangelo e Via Pretoria.
Fonte: experiência de viagem e organismos de turismo das localidades.